O que é libertarianismo de esquerda?

O libertarianismo de esquerda, um primeiro passo.

O que é Anarquismo?

Anarquismo e seus primeiros passos no movimento

Bitcoin

Introdução a revolucionário cryptomoeda Bitcoin

Mutualismo: uma introdução

Introdução ao Anarquismo mutualista suas teorias, práticas e ideias.

Mercados Libertos e Anti-Capitalismo

Capitalismo não, Mercados!

Socialismo Libertario, Libertarianismo de esquerda e outros termos

Um esclarecimento sobre o termo libertário e seus constantes erros de tradução e interpretação

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O que é Agorismo?

O agorismo é uma filosofia política fundada por Samuel Edward Konkin III que definiu um agorista como um praticante consciente da "contra-economia". O objetivo dos agoristas é uma sociedade na qual todas "relações entre as pessoas são de trocas voluntárias – um livre mercado". O termo vem da da palavra grega "Ágora", um local aberto para assembleias e mercado nas antigas cidades-estados gregas. Ideologicamente, é um termo representando um tipo revolucionário de anarquismo de mercado ou mutualista. A característica que distingue o agorismo das demais formas de anarquismo de mercado é que sua estratégia tem por ênfase a contra-economia, entendida como atividades pacíficas de mercados negros livres do pagamento de impostos.

Os agoristas são uma variedade do Anarquismo Mutualista ou Libertarianismo de esquerda mas é utilizado como prática política por anarcocapitalistas. Os agoristas consideram a propriedade intelectual ilegítima, vêm em suas ideias uma evolução das de Murray Rothbard. Como o mutualismo, o agorismo advoga um "livre mercado anti-capitalista".

A propriedade privada, particularmente a terra, não continuaria infinitamente, e sim se usaria apenas enquanto haja uma capacidade regular para evitar que seja considerada abandonada. Alguns anarcocapitalistas creem que "toda" propriedade deveria ser Propriedade Privada, enquanto os agoristas acreditam que a propriedade coletiva pode ser permitida, assim como a propriedade de "ocupação e uso".

Os agoristas veem as empresas favorecidas pelo governo como um vínculo da ilegitimidade do Estado com muitos desses negócios. Creem que as restrições estatais que limitam a responsabilidade nas empresas corrompem os negócios de tal maneira que os gerentes atuam irresponsavelmente com os Ativos das empresas. Por exemplo, se esses negócios pagam excessivamente aos executivos e não podem resolver dívidas contratuais, muitas leis estatais protegem os salários daqueles que são responsáveis pela bancarrota. Os agoristas afirmam que a responsabilidade não pode desaparecer simplesmente por uma lei governamental e assim os negócios legítimos sempre teriam administradores ou donos que seriam responsáveis de qualquer ação executada.

Os agoristas tendem a se opor aos copyrights e patentes como um monopólio ilegítimo como sustentou Benjamin Tucker. Promovem e sustentam uma reconciliação entre as obras de autores diferentes como Pierre-Joseph Proudhon e David Friedman em parte reconhecendo as diferenças terminológicas, sendo a mais evidente na palavra "propriedade".


Feminismo individualista, liberal, radicalismo e marxismo

feminismo individualista, inspirado pelo trabalho e pela atuação das primeiras feministas pós movimento sufragista, define igualdade como tratamento igual perante as leis e advoga a remoção das palavras homem e mulher da redação destas, promovendo, assim, reformas – opondo-se a revoluções – que permitam uma igual participação da mulher na vida pública. O feminismo individualista se opõe ao paternalismo estatal com relação às mulheres e, arrostando o feminismo radical e retomando as reivindicações das primeiras feministas, afirma que as mulheres, por serem, tanto quanto os homens, indivíduos pensantes e morais, devem ser responsabilizadas pelos seus próprios atos e corpos. O feminismo individualista crê que o que determina a classe a que um indivíduo pertence é a relação deste com o Estado, e não o seu gênero. Intelectuais libertários abolicionistas do século XIX exerceram uma grande influência sobre o feminismo americano da época – que traçou um paralelo entre a situação dos escravos negros e das mulheres – e sobre a corrente individualista atual. Representantes famosos de feministas individualistas são, além de Wendy McElroy, a professora e escritora Camille Paglia, a jornalista Cathy Young, Sharon Presley e Joan Kennedy Taylor e a criadora do feminismo como vertente politica Mary Wollstonecraft.

feminismo liberal atua sobre a sociedade para integrar a mulher à sua estrutura e calca sua ação sobre a teoria do contrato social do governo instituído pela Revolução Americana. Normalmente, contrariando as colegas radicais, as feministas liberais, ao menos aquelas ainda ligadas ao liberalismo clássico, se opõem à censura como um todo (que poderia ser usada para abafar a voz das mulheres) e também no caso particular da pornografia, embora algumas delas adotem as posições extremistas do feminismo radical sobre a pornografia. Aqui, a igualdade é definida não apenas como tratamento indistinto perante a lei, mas também como equivalência de poder socio-econômico entre homens e mulheres. Desta forma, as feministas liberais não descartam o intervencionismo estatal como um meio para que tal paridade seja atingida. Segundo McElroy, esta corrente é um misto de feminismo libertário e feminismo radical. Grandes exemplos de feministas liberais são a moderada Betty Friedan, a dita mãe do feminismo moderno e co-fundadora da National Organization for Women, a escritora Naomi Wolf e a jornalista Susan Faludi.


feminismo radical, seguindo a teoria da desconstrução sob a perspectiva de Foucalt, defende a criação de uma arena, desligada da tirania do discurso político e filosófico de caráter masculino, onde as mulheres poderiam expressar seus sentimentos e experiências, os quais adquiririam universalidade intelectual e cultural. Algumas feministas radicais argumentam que diferenças sexuais no que respeita ao comportamento são fruto unicamente da influência e das interações sociais. Na perspectiva deste tipo de feminismo, a igualdade só pode ser atingida estabelecendo novas legislações que cerquem as mulheres de proteção e privilégios, para compensá-las pelas alegadas injustiças passadas e presentes às quais foram e, segundo as ativistas desta corrente, ainda são submetidas enquanto classe. Em contraste com a corrente individualista, o feminismo radical apoia revoluções e grossas transformações no sistema político e legal em vez de reformas que busquem a inclusão –, já que é este o sistema que oprime as mulheres. Tão forte é a sua negação da filosofia e da intelectualidade tradicionais que algumas pensadoras desta corrente objetam ao uso da lógica e da dialética e à revolução tecnológica como formas da atuação patológica e do pensamento masculinos. Não raro pregam elas uma verdadeira segregação entre mulheres e homens, sendo estes últimos responsabilizados pelos grandes problemas da humanidade. Notáveis neste meio são a advogada Catherine MacKinnon, a filósofa Mary Daly, a escritora Andrea Dworkin e seu marido e o também escritor John Stoltenberg.


O Feminismo marxista é uma corrente da teoria feminista que defende a abolição do capitalismo e o estabelecimento de socialismo como uma forma de libertação da mulher, assumindo que o sistema capitalista leva à opressão das mulheres, consubstanciado na desigualdade econômica, instabilidade política, insalubles morais e relacionais sociais burguesas.

O feminismo radical ou socialista surgiu no início dos anos 1970 , e argumenta que a sociedade moderna e suas construções ( lei , religião , política , arte , etc) são predominantemente o produto de homens , e estão imbuídos de um caráter patriarcal. A partir deste ponto de vista, a melhor maneira de acabar com a opressão da mulher pelo patriarcado iria substituir uma cultura de igualdade de gênero. Algumas feministas neste momento sentem que isso era insuficiente crítica do patriarcado e começou a analisar a situação das mulheres a partir de um ponto de vista marxista . Anteriormente, havia marxistas que vieram para a questão do sexismo, como Alexandra Kollontai ou Trotsky . Os atuais problemas do feminismo marxista é que a luta de classes marxista é transferida para uma luta de gênero em que as mulheres assumem o papel de classe do proletariado oprimido e opressor padrão homem.
De acordo com o marxismo, nas sociedades capitalistas o indivíduo é parte de uma classe, que determina as suas habilidades, necessidades e interesses. Feminismo marxista acredita que a desigualdade de gênero é determinada em última instância, pelo modo de produção capitalista na divisão de classe social. A subordinação das mulheres é visto como uma forma de opressão que é mantido porque serve os interesses do capital e da classe dominante.
Na Espanha , você pode destacar o trabalho de Lidia Falcón em promover o feminismo marxista. Lidia Falcón era membro do Partido Comunista da Espanha , e mais tarde tornou-se parte do Partido Feminista e da organização feminista Vindication.






















AutoraWendy McElroy é uma feminista individualista e anarquista individualista. conhecida por escreve artigos semanalmente para a Fox News e manter um site chamado ifeminists, no qual diariamente divulga notícias e artigos, alguns de sua autoria, sobre política e justiça e seu contexto nas interações entre os sexos.
Tradutor: Vinícius Morgado.

Anarcocapitalismo e anarquismo, o quão são próximos?



A única linha anarco-capitalista que pode-se se colocar muito próximo realmente do anarquismo seria os antigos como Konkin e Hess, e os modernos como Spangler, Wally Conger, Long e Richman. Mesmo assim ainda existiriam divergências.

A formação de uma sociedade anarquista é caracterizada por um relacionamento pessoal direto, face a face entre organizações de livre associação, democracia direta e unindo-as por federações e não por meio do comércio simplesmente como é no anarco-capitalismo. Independente se é da linha Hoppe ou Long.
Por exemplo, a formação da sociedade dos geolibertários é totalmente diferente do anarco-capitalismo. Eles são liberais? Sim, porém o modo de construção não é baseado em comércio, mas em acordos diretos de ajuda mútua. Isso é realmente uma formação de característica do anarquismo.


No anarco-capitalismo tudo é mercadoria. Os direitos, as organizações, o relacionamento social, tudo é passível de compra e venda. Pro anarco-capitalista o direito é conquistado através da compra dele somente e sua sociedade só reconhece tal direito desse modo. Só através do comércio que os indivíduos de uma sociedade anarco-capitalista tem seus direitos respeitados.

No anarquismo não existe tal coisa. Dentro do estado os direitos não são passíveis de comércio. A democracia representativa não é uma questão de mercadoria, mas do suposto "contrato social". O anarquista não deseja destruir a democracia como os anarco-capitalismo. Pelo contrário, ele deseja que ela se estabeleça de forma ampla, descentralizada e voluntária para que todos tenham acesso a ela de forma igual. Democracia direta.


A própria visão anti-democrática dos anarco-capitalistas demonstra seu desejo contrário até a igualdade de direitos dos antigos liberais clássicos. Os antigos liberais viam a democracia representativa como uma ferramenta de igual voz entre as pessoas. Não era uma questão de comércio, de tornar os direitos uma mera mercadoria para ser vendida. Não é de hoje que eu venho começando a ver o anarco-capitalismo como um degeneração do liberalismo. Não pelo fato dele não se apoiar no estado, mas porque tende a renegar muitas das sólidas bases teóricas do liberalismo clássico.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

John Bush sobre Agorismo



Palestra feita pelo ativista libertário John Bush em um encontro do movimento END THE FED em Houston, tradução Vinícius Morgado.

" Olá meu nome é John Bush, eu sou de Austin Texas e estou envolvido com o movimento libertário a quase uma década agora, eu realmente aprendi muito durante estes 10 anos e evoluiu em vários aspectos.


Hoje eu gostaria de falar com vocês sobre como podemos criar um sociedade completamente livre. Eu vou falar de diversas dicotomias hoje e uma delas é o monopólio versus a competição, uma das raizes de todos os males e um dos maiores inibidores de nossas liberdades individuais é o "poder monopolístico".


Um dos monopólios que eu mais odeio e uma grande exemplo destes é o monopólio que os departamentos de defesa desfrutam do fornecimento de defesa, dêem uma olhada no departamento de defesa de Houston, eles enfiam a porrada nos cidadãos de Houston, é absolutamente triste eu vejo isso no youtube o tempo inteiro.


Eu garanto que se o departamento de polícia de Houston for aberto a competição, e os residentes em Houston não fossem obrigado a pagar pelo departamento de polícia, eles iriam a falência.


Existiriam serviços competindo ou as pessoas poderiam sair as ruas com suas armas, mesmo isso sendo ilegal no estado do Texas , aliás como isso soa para o suposto estado livre e independente do Texas? Ou as pessoas iriam usar o dinheiro que foi roubado delas para financiar o corrupto departamento de justiça de Houston e iriam usar este dinheiro para pagar uma agência privada da defesa.

Este é um exemplo de monopólio estatal, apesar de os monopólios não serem somente dele, que fere nossas liberdades individuais e nosso direito de viver como pessoas livres.


A questão é como lidamos com esses monopólios que eu considero como inimigos da liberdade. Monopólios tiram sua liberdade de escolha. Na ausência de monopólios as pessoas pensariam; "Ãh eu não gosto do departamento de defesa de Houston eles baterão no meu primo sem motivo semana passada, não acho que vou continuar dando dinheiro a eles vou procurar uma segunda alternativa".


A melhor forma de eliminar monopólio é a traves da competição. Isso é essencialmente o Agorimo, Agorismo é uma tática libertária criada por Samuel Konkin III (sek3) na década de 80, essencialmente o que o Agorismo propõe não é competir dentro do estado mas competir com o estado. Ele reivindica a criação de instituições e mercados paralelos associações, contratos e relações mutuamente benéficas , não baseadas na coerção, na força, no monopólio, ou sob a mira de uma arma.


Outra coisa e talvez a mais perigosa de todas é criar instituições competitivas de defesa e comercio, isso pode vir de diversas formas tanto com Mercados Negros e contrabando, negociações por meios de bitcoins, vigília de vizinhas até as milícias armadas.


Não precisamos do Departamento de polícia, nós só precisamos estar armados, precisamos ter comunidades fortes que estão dispostas a cuidar umas das outras.


Nós também não precisamos de um governo para prover o fornecimento de defesa porque nunca foi pelo fornecimento de justiça e sim para dar segurança e proteger o poder privilegiado de um determinado grupo.


Se você decidir que não vai mais pagar impostos um agente armado vai aparecer na sua casa e te levar embora, se você estiver fumando algum mato sendo uma pessoa pacífica um agente armado pode aparecer e te colocar em uma jaula. Isto é muito assustador e amedrontador.


E é por isso que a comunidade é muito importante se quisermos buscar a liberdade em nossa tempo de vida.


Para concluir e superar o medo quero lhe propor 3 pontos; 1) Existe força no númeor 2) Existe força na unidade 3) E ha força na verdade, e neste momento nós temos todas as três ao nosso lado então tudo que temos que fazer é nos levantar e eles nunca poderão nos colocar para baixo."


Fontes

Vídeo da palestra com legendas em português



sábado, 27 de setembro de 2014

O direito a pirataria

O recente caso do camelo morto por um polícia militar chamou a atenção não só pela ineficiência e monopólio da fiscalização e segurança do estado mas também pela sua violência, porem esta violência é em parte porque os policias tem a desculpa legal de "procurara por produtos piratas ou comercio sem autorização", e isso não se restringem aos camelos ou ao Brasil, diversos país prevêem multa para quem faz o download ou upload de arquivos que violem os "direitos autorais" de um produto ou serviço, mas porque a propriedade intelectual e os direitos autorais existem? Eles são benéficos ou não?



"Comercio sem autorização" hein???

Sim comercio sem autorização, diversos estados pelo Brasil exigem a regulamentação e o controle de diversos mercados isso não se restringe apenas a corporações ou cooperativas mas também a comércios de menor porte como camelos ou pequenos comerciantes as duas maiores argumentações do estado são; Que se deve manter o controle de qualidade e que se deve combater a pirataria ,essa segunda abordaremos mas abaixo, na primeira afirmação no entanto na vida real e não no mundo imaginário criado pelo estado isso não acontece, diversos comerciantes já foram processados por vender comida vencida ou com algum tipo de irregularidade no entanto a fiscalização do estado não os pegou ou porque são incompetentes ou pelo fato de que são facilmente subornados, o dever da fiscalização segundo a lei do estado é para evitar que este tipo de irregularidade aconteça e não permitir um processo depois que já aconteceu se for assim porque precisamos de regulação do estado? Neste caso o próprio mercado acabaria ou forçaria com que o comerciante melhor seu serviço logo que se este comerciante comece a vender comida estragada e seus concorrentes não, é óbvio que ele ira a falência em uma verdadeira livre-concorrência, além de que processos como estes podem ser possível sem a ajuda do sistema judicial obsoleto e burocrático do estado sendo feitos por cooperativas, arbitragem baseadas no voluntarismo ou judicial privado cooperativo ou não.

Propriedade intelectual, Pirataria? Não concorrência!

"Não há declaração mais errónea do que: “Esta é a minha ideia. Tais noções são subproduto de uma cultura materialista, reforçada pela busca de recompensas(geralmente financeiras),
em troca da ilusão da “posse” de criações. Há, constantemente, o reforço do “ego” e de vaidades, em frequentes reivindicações por “prestígio” e “crédito”.

Tudo é cópia. Tudo é plágio. As influências são difusas. As ideias são um fluxo. O original é sempre fundamentado.
No entanto há uma diferença fundamental entre posse de ideia e posse do ato. Há quem escreveu ou realizou e há a ideia, a criação — sempre indiscutivelmente livre. Mas a que ponto importa um nome?

Costumamos dizer que a característica intrínseca a uma propriedade é a sua escassez, só há propriedade sobre terras porque estas são finitas e se torna necessário a criação de um arranjo para uma melhor alocação das mesmas, a esse arranjo damos o nome de propriedade apesar deste poderem ser utilizada como posse e uso, é impossível nós termos propriedade sobre coisas como o ar porque este é um elemento não escasso da matéria.

Intelectual é geralmente aceito como algo ligado ao campo das ideias, da mente, do pensamento, diferente de terras, ideias não são bens escassos, nós podemos continuar utilizando-as infinitamente que elas não acabarão.

Um exemplo clássico para demonstrar isso, é a lição de casa que os estudantes fazem. Ambos usam lápis, cadernos, mochilas, livros, tudo mais, diferentes um do outro porque esses bens são escassos é impossível que duas crianças façam uso do mesmo lápis ao mesmo tempo. Entretanto a fórmula que eles usam na atividade de física é a mesma, e é compartilhada entre todos os estudantes, de todo mundo, há várias gerações sem que ela “acabe”.

Se definirmos propriedade como o nome do arranjo que procura alocar recursos escassos e intelectual como algo ligado a ideia, falar em “propriedade intelectual” se torna um oxímero.

A verdade é que não existe propriedade intelectual, o que os defensores de PI realmente querem é o Monopólio Intelectual (MI), o uso exclusivo de uma ideia. Retomando o exemplo da lição de casa, o objetivo dos defensores do MI é criar via coerção e violência uma escassez artificial, fazer com que apenas um dos estudantes possa usar a fórmula tal como são obrigados pela natureza a usar diferentes cadernos.

Monopólio Intelectual é uma ideia extremamente absurda do ponto de vista ético e moral. Imagine que você ache a arquitetura de uma casa bonita e decida copiá-la, você acharia legítimo que o dono da casa e criador do desenho tivesse algum tipo de direito sobre a sua residência? Óbvio que não!

Não existe nenhum roubo em copiar uma ideia, quando você copia você está somando algo, não subtraindo, o criador original continua com sua propriedade a única diferença é que agora você também tem uma.

Imagine outra situação, duas pessoas tem a mesma ideia revolucionária na informática, mas um deles é mais ágil e patenteia a ideia primeiro. Você acha justo que a segunda pessoa seja proibida de usar a ideia que inventou? Qual a lógica disso? Qual o incentivo para a criação de novas ideias se eu tenho que passar mais tempo me preocupando checando se alguém já pensou naquilo antes do que realmente descobrindo novas ideias?



Propriedade intelectual inibe a livre-concorrência

A criação de monopólios intelectuais leva a empresas passarem mais tempo gastando esforços com advogados do que realmente com P&D. Uma empresa quando cria algo por si só já garante o monopólio daquele produto até que os seus concorrentes começassem a desenvolver suas cópias, as cópias estimulam a empresa a sempre buscar inovação para que não fique atrás da concorrência.

Mesmo no caso de pessoas que lidam com direitos autorais, em que a ideia é o seu próprio produto, a situação é parecida. No caso de livros e músicas a presença física do autor (palestras, sessão de autógrafos etc.) e uma produção constante de títulos dariam muito mais dinheiro que a própria venda dos livros, tal como ocorre hoje com os músicos que ressurgiram depois da pirataria desenfreada.

Isso seria bom até mesmo para uma melhor seleção dos livros publicados. Títulos caça-níquéis seriam deixados de lado em favor da republicação de cópias de autores mais respeitados que poderiam explicar as ideias contidas em seus textos pessoalmente.

Podemos perceber que nas áreas onde hoje há amplo desrespeito a monopólios intelectuais são ás áreas em que há maior desenvolvimento tecnológico e avanços no mundo. Vejamos como na informática PI é algo amplamente desrespeitado por boa parte dos usuários, ou na indústria da moda que sempre inventa algo novo todo ano mesmo os estilistas tendo seus desenhos sendo copiados dia e noite.

Todos nós devemos o nosso conforto a um amplo desrespeito ao Monopólio Intelectual. Já imaginou como seria a nossa vida se o inventor da roda proibisse as outras pessoas de usarem a sua descoberta? Ou se tivessem monopolizado o design das camisetas que nós usamos hoje em dia?

Qualquer reflexão sobre os “direitos de propriedade intelectual” deve partir do entendimento de que esses “direitos” minam os direitos de propriedade genuínos e, por isso, são ilegítimos em termos de princípios libertários. Os direitos de propriedade reais e tangíveis resultam de uma escassez natural e são consequência da tentativa de manter a posse de uma propriedade física que não pode estar nas mãos de mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

A noção de “propriedade intelectual”, por outro lado, cria escassez artificial onde não há escassez natural, e só pode ser aplicada invadindo-se propriedades reais e tangíveis e impedindo-se seu dono de usá-las de forma que viole o suposto direito de propriedade intelectual alheio. Conforme ressalta Stephan Kinsella, se um Cro-Magnon particularmente talentoso tivesse sido capaz de patentear a construção de cabanas, seus herdeiros, hoje, teriam o direito de nos impedir de construir nossas próprias cabanas em nossa própria terra, com nossos próprios troncos, até que lhes pagássemos qualquer quantia que exigissem.

A informação digital registrada requer um modelo de negócio ainda mais violador dos genuínos direitos de propriedade do que os direitos autorais tradicionais. O regime de direitos autorais digitais vigente sob os termos da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA), do Tratado sobre Direitos Autorais da Organização Mundial da Propriedade Intelectual e do Acordo TRIPs, da Rodada Uruguai do extinto Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) e a nova OMC, concentra-se inteiramente na tentativa de impedir as pessoas de usarem seus próprios discos rígidos e outros bens como bem entenderem. É efetivamente ilegal, graças a essa legislação, vender hardware capaz de lograr tecnologias de gestão de direitos digitais, ou publicar códigos que habilitem alguém a lográ-la. Conforme Cory Doctorow salienta, “É irônico que, em nome da proteção da ‘propriedade intelectual’, as grandes companhias da mídia estejam dispostas a cometer tal violência contra a ideia de propriedade real – argumentando que, uma vez que tudo que possuímos, desde nossas camisetas aos nossos carros ou nossos e-books, inclui os direitos autorais, as patentes e as marcas registradas de alguém, somos, basicamente, meros rendeiros vivendo na terra de nossos benevolentes mestres, que acharam por bem nos arrendar nossas casas”.

A ubíqua gestão de direitos digitais impede a transferência fácil de conteúdo entre as plataformas, mesmo quando o comprador de um CD ou de um DVD quer, apenas, executá-lo em algum lugar mais conveniente. E a DMCA proíbe legalmente que se contorne essa gestão, mesmo quando, novamente, o comprador quer apenas facilitar seu próprio uso em uma variedade maior e mais conveniente de plataformas.

Não há como exagerar o grau de invasividade exigido pela defesa da “propriedade intelectual” na era digital. A intrusiva e inconveniente gestão de direitos digitais, incorporada nas mídias proprietárias, e a draconiana legislação que criminaliza os recursos técnicos para evasão deveriam deixar isso claro. A tendência lógica do regime de direitos autorais digital foi descrita de forma bastante convincente por Richard Stallman em um conto distópico, “The Right to Read” [O direito de ler, tradução livre] (simplesmente busque no Google – vale muito a pena).

As corporações contam com a legislação, cada vez mais autoritária, para capturar o valor da informação proprietária. Johann Soderberg compara a maneira como as fotocopiadoras eram monitoradas na extinta União Soviética, para proteger o poder das elites naquele país, à maneira como os meios de reprodução digital são monitorados nos Estados Unidos país para proteger o poder das corporações. Interesses econômicos privilegiados, ligados ao Estado, se tornam cada vez mais dependentes desse controle, que, infelizmente para eles, está ficando cada vez mais inexequível, graças ao BitTorrent, à criptografia forte e a servidores proxy. Caso em questão: a “revolta do DeCSS”, em que liminares judiciais contra um código para desbloquear um DVD foram recebidas com uma provocadora publicação deste em blogs, sites e mesmo em camisetas. A impossibilidade de se colocar em prática a proteção aos direitos de propriedade intelectual enfraquece o modelo de negócios que prevalece entre uma grande parcela de empresas privilegiadas e ligadas ao Estado.

Por: Vinícius Morgado




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mercado Negro e Anarquia

Em algum nível, a maior parte dos anarquistas modernos concordam completamente que a educação e persuasão são os meios mais efetivos de levar a sociedade para seu destino final. Há a convicção de que “ideias importam”; que o estado existe porque a maior parte das pessoas honestamente acreditam que o estado é justo, necessário e benéfico, apesar de alguns inconvenientes. Winston Churchill disse que, “democracia é a pior forma de governo, forma todas as outras tentadas”. O objetivo dos anarquistas é refutar a afirmação de Churchill: mostrando que ao contrário da crença popular, a democracia ocidental não é somente ruim, mas inferior a uma alternativa muito diferente e realista.
Além disso, a similaridade entre as abordagens anarquistas entram em conflito. Em particular, como deve ser a fase de transição? Anarquistas mutualistas ou agoristas geralmente veem uma abordagem evolutiva para alcançar uma nova sociedade incluindo a limitação ou eliminação de monopólios ou controle estatal. Em consequência, eles usualmente apoiam qualquer medida para desregular, eliminar leis, e cortar impostos e gastos assim como leis que beneficiam a classe dominante ou grandes empresas. Similarmente, eles podem somente saudar a propagação da economia do submundo ou o “mercado negro”, sonegação de impostos, e outros atos que desafiam as leis injustas.



A transição desejável para demais anarquistas como as correntes coletivistas ou comunistas do anarquismo. É difícil apoiar a expansão do estado quando é o estado que ele se opõem fervorosamente. E ainda, é difícil defender a abolição dos programas de bem estar social quando eles são um importante meio de subsistência da classe baixa da sociedade capitalista oprimida. Talvez o passo intermediário mais viável seja expandir as alternativas voluntárias a sociedade capitalistas: comunas voluntárias, cooperativas, empresas controladas pelos trabalhadores, ou qualquer coisa que liberte as pessoas e que possam fornecer as pessoas suas necessidades enquanto o modelo capitalista é eliminado, alguns anarquistas não dispensam porem a revolução armada e determinado grupo de coletivistas costuma vê-la como uma única saída viável para o capitalismo, mutualistas diferente da fama “pacifista” que receberam não se opõem a violência como forma de luta ou a revolução como forma de mudança no entanto veem que antes de se derrubar um governo é necessário ter o anarquismo e a ação direita bem como mercados paralelos, cooperativas, comunas e instituições horizontais enraizadas na classe trabalhadora para substituir ou até mesmo fazer frente ao regime estatal e capitalista, mutualistas não veem a revolução como a única forma de transição a uma nova sociedade e preferem uma abordagem evolutiva.
Mercado Negro Anarquista

Sempre ressaltei aqui a contra economia e a utilização consciente do mercado negro para concorrer e utilizar desta tática para atingir a economia capitalista e o estatismo, o agorismo corrente filosófica criado por Samuel Konkin III não se distância deste objetivo.

O agorismo não é uma vertente do AnarcoCapitalismo como alguns libertários de direita costumam afirmar o que chegaria mas perto disto é dizer que o Agorismo é uma evolução de esquerda do Anarcocapitalismo porem com forte influência mutualista e de mercados libertos anti-capitalistas, e subconjunto de anarquismos de mercado.
A filosofia política agorista foi fundada por Samuel Edward Konkin III (aka SEK3)  foi o autor do Manifesto do Novo Libertário. Como Rothbard, no final da década de 1960 e início da década de 1970, Konkin viu o libertarianismo como um movimento da esquerda radical. Ele foi um fundador do Agorist Institute e do Movement of the Libertarian Left.
Konkin era contra o voto, acreditando este ser contra a ética libertária. Ele também se opunha ao “Libertarian Party” o qual ele considerava como um opção estatal do libertarianismo e contraditória aos objetivos libertários.

Apresentou sua estratégia para a realização de uma sociedade libertária no manifesto mencionado. Desde sua rejeição ao voto e a outros meios pelos quais as pessoas normalmente usam para a mudança, reforma, ou lutar contra o sistema a partir de seu interior; sua abordagem necessariamente se destina a lutar contra o sistema, mas de fora. Especificamente, ele encorajava as pessoas a retirarem suas permissões por parte do estado, movendo-se para atividades dentro do Mercado Negro e Mercado Cinza, onde seriam isentas de impostos ou não regulamentadas.


Por: Vinícius Morgado

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Emma Watson for gender equality


Emma Watson, atriz que interpretou Hermione nos filmes da série Harry Potter, discursou na ONU sobre feminismo e assuntos diversos. Segue trecho traduzido:
"Quanto mais falo sobre feminismo, mais percebo o quanto a palavra é identificada como ódio aos homens. Tenho a certeza de que isso precisa parar.

Homens, gostaria de usar esta oportunidade para lhes fazer um convite formal: a igualdade de gênero também é um assunto seu.
Ainda hoje, vejo que o papel do meu pai na família é desvalorizado pela sociedade, embora eu precisasse tanto da presença dele quando criança quanto precisei da minha mãe.
Tenho visto homens jovens sofrendo com doenças psiquiátricas, mas incapazes de pedir ajuda pelo medo de que isso os faria parecer menos "machos" - e de fato, o suicídio é a causa mais comum da morte de homens entre 20 e 49 anos no Reino Unido. Tenho visto homens frágeis e inseguros por conta de um senso distorcido sobre o que constitui o sucesso masculino. Os homens também não desfrutam dos benefícios que a igualdade traria.
Nós não falamos muito sobre homens aprisionados por estereótipos de gênero, mas posso ver que assim eles estão e que, assim que eles se libertarem disso, as coisas mudarão para as mulheres como naturalmente. Quando os homens não forem obrigados a controlar, as mulheres deixarão de ser controladas.
Homens e mulheres deveriam sentir-se bem em ser sensíveis. Homens e mulheres deveriam sentir-se livres para serem fortes. Chegou o tempo em que precisamos parar de entender os gêneros num espectro que opõe dois conjuntos de ideais.
Se nós pararmos de definir uns aos outros pelo que não somos, e começarmos a nos definir pelo que somos, seremos todos mais livres."
(Tradução de Pedro Menezes)

Vídeo com Legendas em Português;