sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Suicídio e relações sociais


Sim meus amigos eu retirei a definição de suicídio abaixo da Wikipédia por favor não me apedrejem leiam o texto até o final com calma que valera apena meus jovens ;)
Primeiramente o que me levou a trazer este texto para cá é que estava discutindo com um amigo sobre o suicídio a alguns anos da Amanda Todd lembram dela? Se não conhecem por favor não procurem, pois bem, nós começamos a conversar e ele disse que achava que depressão era frescura e quem tirava a própria vida era covarde e outras baboseiras assim dando a entender que a culpa é totalmente do suicida e que ela é uma pessoa fraca ou covarde ignorando completamente diversos fatores sociais e psicológicos e até mesmo d organização da sociedade em que vivemos que levam pessoas a cometerem suicídios, mostrarei para você 2 textos abaixo um sobre suicídios entre militares americanos e o outro é uma entrevista com o psicólogo formado pela PUC/SP sobre as relações de trabalho no capitalismo e os índices de suicídios, mas primeiramente vamos reler alguns dados importantes;

  • º Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo
  • º Guerras e crises capitalistas aumentam suicídios
  • º A organização capitalista da sociedade colabora para que suicídios decorrentes de assédio moral sejam encobertos.
  • º Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano;
  • º Tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade.
"Suicídio ou autocídio (do latim, sui, ou do grego autos: "próprio"; e do latimcaedere ou cidium: "matar") é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressão,transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo. Além da consideração nefasta do suicídio, há também avaliações positivas, sendo visto como uma vontade legítima ou um dever moral."
O suicídio de militares
Os suicido entre soldados do exército americano aumentou consideravelmente 25% este ano, comparados com 2011.
Nunca, na última década em que os EUA estiveram envolvidos na guerras do Iraque e Afeganistão, os suicídios entre militares foram tão altos, como os registrados neste primeiro semestre de 2012.
"O governo Obama alertou que o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes das forças armadas do país."

O dirigentes da associação de Soldados Veteranos da América e do Afeganistão, Paul Rieckhoff, disse que o número de suicídios entre militares ativos é apenas a ponta visível do icebergue, porque pesquisa junto aos 160 mil membros da organização revelou que 37% conheciam alguém que se matou.
Especialistas dizem que o desemprego nos EUA também pode estar contribuindo para a angústia e do desespero das tropas norte-americanas e respectivas famílias.
Misturam-se assim nessa onde de suicídios as guerras e as crises do capitalismo financeiro; não se sabe o que é pior, se as crises ou as guerras, porque um problema está na raiz do outro.
Na Europa, desde 2007, a estagnação econômica gera crescentes suicídios, que começaram na França e se expandiram até o momento para Grécia, Itália e Espanha, cujos governos tornam desesperadora a vida dos seus cidadãos, sem emprego, sem renda e sem esperança.
Nesses quatro países europeus, as estatísticas em 2012, comparadas aos primeiros cinco meses de 2011, mostram aumento de 40% nos suicídios.
Em meio à crise capitalista, até a China entra na dança.
Cerca de 300 funcionários da Foxconn, que trabalham na fábrica de Wuhan, na província de Hubei, produzindo console de jogos Xbox 360 para a Microsoft, realizaram protestos contra a política de salários da companhia e parte dos empregados ameaçou de suicídio coletivo, caso a empresa não cumprisse um acordo trabalhista.
Em outra unidade chinesa da multinacional, 600 funcionários protestaram, também contra baixos salários, e 150 ameaçaram atirar-se do prédio.
A Foxconn, que há dois anos não conseguiu impedir o suicídio de 14 pessoas, está sendo obrigada a negociar com os operários, propiciando-lhes condições mais humanas de trabalho.
E longe de mim querer defender as atrocidades cometidas pelos imperialistas americanos nos países do oriente o que eu quero trazer até vocês são dados que contemplarão o que eu direi a seguir.
Sociedade esconde o suicídio no trabalho
O psicólogo Nilson Berenchtein Netto formado em psicologia pela PUC/SP considera que a organização capitalista da sociedade colabora para que suicídios decorrentes de assédio moral sejam encobertos, portanto meus queridos eu vim trazer esta entrevista na integra para vocês darem uma olhada.
RBA – O livro aborda um tema ainda delicado na visão da maioria das pessoas, que é o suicídio. Como esse assunto foi tocado?
Antes, a ideia era falar exclusivamente da questão do suicídio. Mas, conforme a gente foi escolhendo os autores e tendo mais participação, fomos vendo que era importante incluir questões ligadas ao assédio e a violência em um âmbito geral e mais especificamente no trabalho. Tem um dos capítulos que faz um resgate histórico na questão da violência e do assédio, que muitas vezes está ligado aos casos de suicídio.
O suicídio relacionado ao trabalho é um tema que vem crescendo estrondosamente, e não é uma novidade. Esta questão existe desde a antiguidade. Em si, não é um assunto novo, mas a forma como ele está se dando é muito característico da forma com a sociedade em que a gente vive está organizada, do modo de produção capitalista. Apesar de não ser uma novidade, este tipo de suicídio não alarmava tanto. Nos últimos dez anos o número de suicídios evidentemente relacionados ao trabalho cresceu enormemente e fica realmente difícil esconder isso. Em geral, o que a sociedade costuma fazer? Esconde o fato.
RBA – E o assédio moral no local de trabalho parte, majoritariamente, de que grupos? Dos patrões ou dos colegas em posição hierarquicamente similar?
Em geral, parte de uma pessoa que está hierarquicamente acima do sujeito, mas algumas vezes ocorre dos pares – que são aqueles que estão na mesma posição hierárquica do assediado. A figura do patrão nem sempre aparece. Quem faz (a ação de pressão moral) geralmente é a gerência ou a chefia imediata.
Na sociedade capitalista, a violência faz parte da forma com que as pessoas se relacionam. Não dá pra pensar em um capitalismo sem violência, ela é inerente ao modo de produção capitalista. A exploração do homem pelo homem não está apartada da violência.
Uma coisa que é importante lembrar é que, durante oito horas por dia, ele (o trabalhador ou trabalhadora) está sofrendo isso (assédio) no local de trabalho, mas quando ele está fora (o assédio) também faz parte da vida dele, de um modo (psicologicamente) muito forte. O cara sai de lá (do local de trabalho) exausto do cansaço físico e também entristecido e muitas vezes com raiva e impotência frente à violência que ele vem sofrendo. Ele chega na casa dele desse jeito e, no dia seguinte, tem que levantar e voltar ao trabalho. No fim de semana, ele também está envolvido por este problema.
RBA – Quais são os sinais de danos mentais e físicos que o trabalhador que sofre assédio moral apresenta?
Em geral, a tristeza, a vontade de não ir trabalhar, a falta de vontade de se relacionar com as pessoas (principalmente as do ambiente de trabalho), até mesmo de falar sobre a situação, são algumas coisas (sinais) que podem denunciar o problema.
RBA – Citando o caso de empresas, como algumas conhecidas pela grande ocorrência de suicídio dentro do ambiente de trabalho, já existem as que desenvolvem programas de humanização das relações de trabalho?
A empresa chinesa Foxconn, por exemplo, tem um programa horroroso. Ela chegou a desenvolver um contrato em que as pessoas se comprometem a não se matar e, caso se matem, garantem que a culpa não seria da empresa. Este é o nível do absurdo. O suicídio é um tabu no mundo todo, e não é só no mundo do trabalho que se tenta disfarçá-lo. Hoje, os índices de suicídio que mais crescem mundialmente, inclusive no Brasil, são entre jovens na faixa de 15 e 25 anos, que estão na escola - ou ao menos deveriam estar - e estão prestes a entrar no mercado de trabalho, ou jovens que já estão trabalhando.
O que acontece nestes espaços, principalmente escolas que teriam objetivo de fazer os estudantes desejarem a vida, que faz as pessoas desejarem a morte? O problema é que a forma de lidar socialmente com este fenômeno tenta justamente ofuscar esta questão e apagar esta relação que se estabelece de suicídio no trabalho. Vão falar que o suicida é um sujeito que está se matando por problema dele, porque ele tem uma doença mental ou que é incompetente e estava deprimido por outros motivos familiares ou pessoais. Mas, muito raramente, vai se assumir que este suicídio está relacionado ao trabalho.
Uma coisa que tenho escutado muito em palestras e discussões é que, quando a pessoa começa a dar sinais de depressão ou até mesmo comete uma tentativa de suicídio, é dispensada do trabalho para não estabelecer o vínculo trabalho-suicídio. As pessoas não se incomodam que ele morra, desde que não seja no local de trabalho.
Outra questão são os programas de prevenção. Algumas companhias já os têm e a própria Organização Mundial de Saúde desenvolveu um cartilha sobre a situação. Mas o problema é que a cartilha produzida é para orientar os patrões a como impedir o ato suicida no (local de) trabalho. A gente tem que fazer uma discussão que é totalmente o contrário, criar formas de o trabalhador se sentir apoiado e seguro em seu emprego.
Além disso, este tipo de orientação dada pela OMS às empresas visa fazer com que o indivíduo permaneça vivo, mas não dá condições para ele entender o porquê de querer morrer. Ou seja, obriga a pessoa a continuar naquela vida que a leva a desejar a própria morte.
RBA – O que poderia ser feito para melhorar o ambiente de trabalho? Acha válida as atividades nas comissões de trabalhadores para discutir estes pontos?
Na minha opinião, os sindicatos são um dos principais agentes nesta questão da prevenção do suicídio. O patrão tem que fazer o que lhe cabe, a responsabilidade dele dentro da empresa, mas o que eu estou querendo dizer é que os trabalhadores não podem largar na mão dos patrões as suas vidas. Então é essencial (a atuação sindical) para a discussão da saúde no trabalho.
RBA – E para os que sofrem assédio mas, por um fator ou outro, se sentem presos ao emprego? Como proceder?
Mais uma vez, os sindicatos vão ter um papel fundamental. É lá que o trabalhador poderá fazer suas denúncias, ser ouvido e acreditado. Muitas vezes, dentro do local de trabalho, além de sofrer toda a violência e assédio que sofrem, os trabalhadores não têm espaço para falar sobre o problema. Ou porque é desacreditado, ou porque os colegas não desejam compartilhar o sofrimento, até por não quererem ser envolvidos e não sofrerem igualmente.



Fontes

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