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O libertarianismo de esquerda, um primeiro passo.

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Anarquismo e seus primeiros passos no movimento

Bitcoin

Introdução a revolucionário cryptomoeda Bitcoin

Mutualismo: uma introdução

Introdução ao Anarquismo mutualista suas teorias, práticas e ideias.

Mercados Libertos e Anti-Capitalismo

Capitalismo não, Mercados!

Socialismo Libertario, Libertarianismo de esquerda e outros termos

Um esclarecimento sobre o termo libertário e seus constantes erros de tradução e interpretação

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"Não deixe a escola atrapalhar seus estudos"

Já publiquei aqui um texto sobre as origens da escola moderna e a obsolescência dos sistemas de educação vigente na maioria dos países do mundo, bom no entanto eu demonstrei sua origem e crítica sua atual organização porem não propus nenhuma solução de imediato e por isso resolvi trazer este tema aqui para vocês.
Para quem ainda não leu o texto anterior “clique aqui”
Já pararam para refletir sobre como construímos nossas escolas modernas muito semelhantes a nossas prisões e fábricas? Nós sempre priorizamos o cumprimento de regras e o controle social, sempre conduzimos nossos alunos e alunas, filhos e filhas a seguir as regras impostas respeitar e obedecer as hierarquias e estudar, se transformar em números e estatísticas para ultrapassar barreiras que outras pessoas e classes sociais nos impõem? Nós treinamos nossos jovens para transforma-los em cidadãos obedientes, consumistas e eficientes.
A escola não é sinônimo de educação a escola pode ser um velho mapa da sabedoria mas a educação é o território aonde todo o aprendizado acontece ( e isto pode acontecer em qualquer lugar) O que é uma boa educação? conseguir que um maior numero de crianças alcancem um padrão de qualidade? que acumulem conhecimentos e ferramentas que não lhes interessa para ultrapassar barreiras que os outros o impõem? Não era o objetivo da educação alcançar um boa qualidade de vida?

E por isso eu lhes digo deveríamos basear nossa educação nos principais de libertação e autonomia de todos os seres, aqui vai os princípios da pedagogia libertária.


Pedagogia Libertária e as Matérias Escolares
As matérias são colocadas à disposição do aluno, mas não são exigidas. São um instrumento a mais, porque o que realmente é importante para a pedagogia libertária é o conhecimento que resulta das experiências vividas pelo grupo. O método de ensino, portanto, dá-se na vivência grupal, é na forma de autogestão que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria aprendizagem, sem qualquer forma de poder. Trata-se de colocar nas mãos do aluno tudo que for possível. Os alunos têm liberdade de trabalhar ou não, ficando o interesse pedagógico na dependência de suas necessidades ou das do grupo.

Pedagogia Libertária e o Papel do Professor e do Grupo
A pedagogia libertária considera desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças. Nesse sentido, o professor deve se por a serviço do aluno sem impor suas concepções e ideias, sem fazer do aluno um "objeto", ele deve se misturar ao grupo para uma reflexão em comum.
Toda essa liberdade de decisão tem um sentido bem claro. Se um aluno resolve não participar, o faz porque não se sente integrado, mas o grupo tem responsabilidade sobre esse fato e tem que colocar a questão em discussão.
O critério de relevância do saber é seu possível uso prático. Por isso mesmo não faz sentido qualquer tentativa de avaliação da aprendizagem, ao menos não em termos de conteúdo.


"ENTÃO VAI PRA CUBA!" OK.

Texto e fotos por Piero Damiani

Sempre tive curiosidade de visitar Cuba, não só pela sua história mas também pela quantidade de oportunidades de uma boa foto que existem por lá. Meus amigos e família, por sua vez, sempre foram contra: “Não existe liberdade lá!” “Fidel Castro é um ditador”. Ok, ok. Depois de muito tempo insistindo, finalmente veio a frase de impacto: “Então vai pra Cuba!” - e eu fui. 

Para começar, devo lhes informar: não, não sou comunista. Sou apenas um fotógrafo que tem como trabalho viajar ao redor do mundo e registrar suas culturas, cidades, tradições e costumes. Mas nunca na minha vida presenciei a experiência socialista, apenas o discurso (que sinceramente, não me atrai nem um pouco). A oportunidade de viajar para Cuba por três dias e ter essa experiência foi um desafio: vinte horas de viagem com diversas escalas, o desafio da língua, a então desconhecida chance de ser preso por tirar uma foto que não deveria, entre outras. Que se dane. 

Fui para Havana no dia 5 de Janeiro de 2012, e a primeira coisa que eu quis foi me hospedar em um hotel no centro da cidade, nada de litoral afastado da população. Não estava lá para curtir, e sim ter esse contato humano através da minha fotografia. 


Sai do aeroporto e me deparei com um rapaz de 33 anos chamado Erick. Falava inglês de forma fluente, o que me assastou pra caralho! Seria um espião cubano atrás de mim? Vai saber, minha mãe dizia que no tempo da Guerra Fria haviam espiões vendendo sorvete na rua na Austrália. Mas ok.


Entramos em um moto-taxi, ou “Coco Taxi”, que apesar de não ser tão confortável era rápido, e incrivelmente barato. A viagem do aeroporto até o Hotel Inglaterra durou 10 minutos, e paguei exatos 2 dólares americanos. Eu moro em Melbourne, e a distância da minha casa até o aeroporto é um pouco maior de carro, uns 15 minutos. Geralmente o táxi fica em torno de 30 dólares. Comecei a rir para Erick quando ele me falou do preço. Dei uma gorjeta de 5 dólares, que ele recusou. Então dez dólares, recusados novamente. A razão: “Não precisamos que vocês tenham pena da gente. Com dois dólares posso colocar comida em casa por dois dias para meus filhos. Vá curtir sua estadia narigudo.” - me contou quase me expulsando da moto. Ok, uma lição de moral para a vida, e um elogio ao meu nariz.



A vista do meu quarto era coisa de cinema. Fiquei relativamente perto da praia, e pude ver as casas e apartamentos com suas rachaduras e defeitos. Na rua, ninguém parecia muito triste com isso. Crianças brincando na frente da entrada do hotel, e poucos carros passando. Aliás, a diferença de qualidade de ar que senti de Melbourne para Havana era absurda. Incrivelmente mais limpo! Comentei isso com o porteiro Eduardo, que apesar de não falar inglês, acabamos virando grandes amigos. Me recomendou dois lugares para ir naquela tarde: a barbearia Salon Guamá e o restaurante El Bosque. 

Ai eu senti a diferença, quando tanto o restaurante como a barbearia não aceitavam moeda estrangeira. Eu, que pensei que se eu fosse com três mil dólares para lá faria a farra, acabei tendo de lavar a louça do restaurante para poder comer um prato extremamente delicioso, que a dona Maria fez para mim. Valeu a sujeira.


A vista do meu quarto era coisa de cinema. Fiquei relativamente perto da praia, e pude ver as casas e apartamentos com suas rachaduras e defeitos. Na rua, ninguém parecia muito triste com isso. Crianças brincando na frente da entrada do hotel, e poucos carros passando. Aliás, a diferença de qualidade de ar que senti de Melbourne para Havana era absurda. Incrivelmente mais limpo! Comentei isso com o porteiro Eduardo, que apesar de não falar inglês, acabamos virando grandes amigos. Me recomendou dois lugares para ir naquela tarde: a barbearia Salon Guamá e o restaurante El Bosque. 

Ai eu senti a diferença, quando tanto o restaurante como a barbearia não aceitavam moeda estrangeira. Eu, que pensei que se eu fosse com três mil dólares para lá faria a farra, acabei tendo de lavar a louça do restaurante para poder comer um prato extremamente delicioso, que a dona Maria fez para mim. Valeu a sujeira.


Depois disso, comecei a andar pelas ruas de Havana. Muitas bicicletas e crianças brincando nas ruas quase vazias. E claro, muitos estrangeiros que me olhavam e falavam “Salve Camarada!”. Demorei para explicar para um chileno que eu não era comunista, e que estava ali apenas por curiosidade. Com um inglês meia boca, ele me disse: “Hm. Daqui a dois dias, você sairá de Cuba sendo comunista!” - apesar de discordar, me fez refletir sobre meu primeiro dia em Havana. Tentei passar esse reflexo para as fotos, tentando ao máximo não abordar a condição da cidade e sim quem vive por lá. 

Voltei para o hotel e dormi. Por longas dez horas - mais do que deveria. Acordei correndo para perguntar ao Eduardo qual seria o lugar perfeito para ir hoje. Ele me levou até a calçada, olhou para o céu por alguns segundos e disse sem pestanejar: MAR!

E as águas de Havana são as mais lindas que vi até hoje. As ondas batendo nas pedras, o barulho da brisa do mar sem interferência sonora alguma das ruas, em uma cidade onde vive tanta gente. Das 560 fotos que tirei em Havana, não consegui ser neutro: 250 foram só do litoral.



E foi lá que enfim conheci a pessoa que de fato me fez amar Cuba. Marina, uma artista visual de 25 anos, andava por ali quando resolveu perguntar sobre a minha câmera. Longas horas de conversa na beira do mar. Me levou no fim do dia para ver seus grafites, obras de arte que só agora estão sendo popularizadas em Havana. Em um deles, resolveu pegar uma caneta e escrever no balão em branco: “Te quiero”. Não preciso dizer o que aconteceu, certo? 

Meu último dia em Cuba. Dentro do taxi, lembrei do que aquele chileno havia me dito. Ainda discordo, não sou comunista. Mas não vejo lugar melhor no mundo do que Havana. Talvez seja porque eu tenha condições de viver em Havana, não sei. Talvez se eu tivesse nascido lá pensaria diferente. Mas de todas as pessoas que conheci, conversei, me apaixonei em Havana, nunca vi um momento sequer de arrependimento, tristeza ou ódio. 

Portanto, deixo aqui meu recado final: se te mandarem para Cuba, não pense duas vezes. Vá, explore, se aventure, se apaixone.








sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Suicídio e relações sociais


Sim meus amigos eu retirei a definição de suicídio abaixo da Wikipédia por favor não me apedrejem leiam o texto até o final com calma que valera apena meus jovens ;)
Primeiramente o que me levou a trazer este texto para cá é que estava discutindo com um amigo sobre o suicídio a alguns anos da Amanda Todd lembram dela? Se não conhecem por favor não procurem, pois bem, nós começamos a conversar e ele disse que achava que depressão era frescura e quem tirava a própria vida era covarde e outras baboseiras assim dando a entender que a culpa é totalmente do suicida e que ela é uma pessoa fraca ou covarde ignorando completamente diversos fatores sociais e psicológicos e até mesmo d organização da sociedade em que vivemos que levam pessoas a cometerem suicídios, mostrarei para você 2 textos abaixo um sobre suicídios entre militares americanos e o outro é uma entrevista com o psicólogo formado pela PUC/SP sobre as relações de trabalho no capitalismo e os índices de suicídios, mas primeiramente vamos reler alguns dados importantes;
  • º Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo
  • º Guerras e crises capitalistas aumentam suicídios
  • º A organização capitalista da sociedade colabora para que suicídios decorrentes de assédio moral sejam encobertos.
  • º Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano;
  • º Tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade.
"Suicídio ou autocídio (do latim, sui, ou do grego autos: "próprio"; e do latimcaedere ou cidium: "matar") é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressão,transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo. Além da consideração nefasta do suicídio, há também avaliações positivas, sendo visto como uma vontade legítima ou um dever moral."
O suicídio de militares
Os suicido entre soldados do exército americano aumentou consideravelmente 25% este ano, comparados com 2011.
Nunca, na última década em que os EUA estiveram envolvidos na guerras do Iraque e Afeganistão, os suicídios entre militares foram tão altos, como os registrados neste primeiro semestre de 2012.
"O governo Obama alertou que o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes das forças armadas do país."

O dirigentes da associação de Soldados Veteranos da América e do Afeganistão, Paul Rieckhoff, disse que o número de suicídios entre militares ativos é apenas a ponta visível do icebergue, porque pesquisa junto aos 160 mil membros da organização revelou que 37% conheciam alguém que se matou.
Especialistas dizem que o desemprego nos EUA também pode estar contribuindo para a angústia e do desespero das tropas norte-americanas e respectivas famílias.
Misturam-se assim nessa onde de suicídios as guerras e as crises do capitalismo financeiro; não se sabe o que é pior, se as crises ou as guerras, porque um problema está na raiz do outro.
Na Europa, desde 2007, a estagnação econômica gera crescentes suicídios, que começaram na França e se expandiram até o momento para Grécia, Itália e Espanha, cujos governos tornam desesperadora a vida dos seus cidadãos, sem emprego, sem renda e sem esperança.
Nesses quatro países europeus, as estatísticas em 2012, comparadas aos primeiros cinco meses de 2011, mostram aumento de 40% nos suicídios.
Em meio à crise capitalista, até a China entra na dança.
Cerca de 300 funcionários da Foxconn, que trabalham na fábrica de Wuhan, na província de Hubei, produzindo console de jogos Xbox 360 para a Microsoft, realizaram protestos contra a política de salários da companhia e parte dos empregados ameaçou de suicídio coletivo, caso a empresa não cumprisse um acordo trabalhista.
Em outra unidade chinesa da multinacional, 600 funcionários protestaram, também contra baixos salários, e 150 ameaçaram atirar-se do prédio.
A Foxconn, que há dois anos não conseguiu impedir o suicídio de 14 pessoas, está sendo obrigada a negociar com os operários, propiciando-lhes condições mais humanas de trabalho.
E longe de mim querer defender as atrocidades cometidas pelos imperialistas americanos nos países do oriente o que eu quero trazer até vocês são dados que contemplarão o que eu direi a seguir.
Sociedade esconde o suicídio no trabalho
O psicólogo Nilson Berenchtein Netto formado em psicologia pela PUC/SP considera que a organização capitalista da sociedade colabora para que suicídios decorrentes de assédio moral sejam encobertos, portanto meus queridos eu vim trazer esta entrevista na integra para vocês darem uma olhada.
RBA – O livro aborda um tema ainda delicado na visão da maioria das pessoas, que é o suicídio. Como esse assunto foi tocado?
Antes, a ideia era falar exclusivamente da questão do suicídio. Mas, conforme a gente foi escolhendo os autores e tendo mais participação, fomos vendo que era importante incluir questões ligadas ao assédio e a violência em um âmbito geral e mais especificamente no trabalho. Tem um dos capítulos que faz um resgate histórico na questão da violência e do assédio, que muitas vezes está ligado aos casos de suicídio.
O suicídio relacionado ao trabalho é um tema que vem crescendo estrondosamente, e não é uma novidade. Esta questão existe desde a antiguidade. Em si, não é um assunto novo, mas a forma como ele está se dando é muito característico da forma com a sociedade em que a gente vive está organizada, do modo de produção capitalista. Apesar de não ser uma novidade, este tipo de suicídio não alarmava tanto. Nos últimos dez anos o número de suicídios evidentemente relacionados ao trabalho cresceu enormemente e fica realmente difícil esconder isso. Em geral, o que a sociedade costuma fazer? Esconde o fato.
RBA – E o assédio moral no local de trabalho parte, majoritariamente, de que grupos? Dos patrões ou dos colegas em posição hierarquicamente similar?
Em geral, parte de uma pessoa que está hierarquicamente acima do sujeito, mas algumas vezes ocorre dos pares – que são aqueles que estão na mesma posição hierárquica do assediado. A figura do patrão nem sempre aparece. Quem faz (a ação de pressão moral) geralmente é a gerência ou a chefia imediata.
Na sociedade capitalista, a violência faz parte da forma com que as pessoas se relacionam. Não dá pra pensar em um capitalismo sem violência, ela é inerente ao modo de produção capitalista. A exploração do homem pelo homem não está apartada da violência.
Uma coisa que é importante lembrar é que, durante oito horas por dia, ele (o trabalhador ou trabalhadora) está sofrendo isso (assédio) no local de trabalho, mas quando ele está fora (o assédio) também faz parte da vida dele, de um modo (psicologicamente) muito forte. O cara sai de lá (do local de trabalho) exausto do cansaço físico e também entristecido e muitas vezes com raiva e impotência frente à violência que ele vem sofrendo. Ele chega na casa dele desse jeito e, no dia seguinte, tem que levantar e voltar ao trabalho. No fim de semana, ele também está envolvido por este problema.
RBA – Quais são os sinais de danos mentais e físicos que o trabalhador que sofre assédio moral apresenta?
Em geral, a tristeza, a vontade de não ir trabalhar, a falta de vontade de se relacionar com as pessoas (principalmente as do ambiente de trabalho), até mesmo de falar sobre a situação, são algumas coisas (sinais) que podem denunciar o problema.
RBA – Citando o caso de empresas, como algumas conhecidas pela grande ocorrência de suicídio dentro do ambiente de trabalho, já existem as que desenvolvem programas de humanização das relações de trabalho?
A empresa chinesa Foxconn, por exemplo, tem um programa horroroso. Ela chegou a desenvolver um contrato em que as pessoas se comprometem a não se matar e, caso se matem, garantem que a culpa não seria da empresa. Este é o nível do absurdo. O suicídio é um tabu no mundo todo, e não é só no mundo do trabalho que se tenta disfarçá-lo. Hoje, os índices de suicídio que mais crescem mundialmente, inclusive no Brasil, são entre jovens na faixa de 15 e 25 anos, que estão na escola - ou ao menos deveriam estar - e estão prestes a entrar no mercado de trabalho, ou jovens que já estão trabalhando.
O que acontece nestes espaços, principalmente escolas que teriam objetivo de fazer os estudantes desejarem a vida, que faz as pessoas desejarem a morte? O problema é que a forma de lidar socialmente com este fenômeno tenta justamente ofuscar esta questão e apagar esta relação que se estabelece de suicídio no trabalho. Vão falar que o suicida é um sujeito que está se matando por problema dele, porque ele tem uma doença mental ou que é incompetente e estava deprimido por outros motivos familiares ou pessoais. Mas, muito raramente, vai se assumir que este suicídio está relacionado ao trabalho.
Uma coisa que tenho escutado muito em palestras e discussões é que, quando a pessoa começa a dar sinais de depressão ou até mesmo comete uma tentativa de suicídio, é dispensada do trabalho para não estabelecer o vínculo trabalho-suicídio. As pessoas não se incomodam que ele morra, desde que não seja no local de trabalho.
Outra questão são os programas de prevenção. Algumas companhias já os têm e a própria Organização Mundial de Saúde desenvolveu um cartilha sobre a situação. Mas o problema é que a cartilha produzida é para orientar os patrões a como impedir o ato suicida no (local de) trabalho. A gente tem que fazer uma discussão que é totalmente o contrário, criar formas de o trabalhador se sentir apoiado e seguro em seu emprego.
Além disso, este tipo de orientação dada pela OMS às empresas visa fazer com que o indivíduo permaneça vivo, mas não dá condições para ele entender o porquê de querer morrer. Ou seja, obriga a pessoa a continuar naquela vida que a leva a desejar a própria morte.
RBA – O que poderia ser feito para melhorar o ambiente de trabalho? Acha válida as atividades nas comissões de trabalhadores para discutir estes pontos?
Na minha opinião, os sindicatos são um dos principais agentes nesta questão da prevenção do suicídio. O patrão tem que fazer o que lhe cabe, a responsabilidade dele dentro da empresa, mas o que eu estou querendo dizer é que os trabalhadores não podem largar na mão dos patrões as suas vidas. Então é essencial (a atuação sindical) para a discussão da saúde no trabalho.
RBA – E para os que sofrem assédio mas, por um fator ou outro, se sentem presos ao emprego? Como proceder?
Mais uma vez, os sindicatos vão ter um papel fundamental. É lá que o trabalhador poderá fazer suas denúncias, ser ouvido e acreditado. Muitas vezes, dentro do local de trabalho, além de sofrer toda a violência e assédio que sofrem, os trabalhadores não têm espaço para falar sobre o problema. Ou porque é desacreditado, ou porque os colegas não desejam compartilhar o sofrimento, até por não quererem ser envolvidos e não sofrerem igualmente.



Fontes

A verdadeira revolução



Vejo essa sociedade e a podridão que simboliza
Vejo o grupo de sonhadores que com ela rivaliza

Vejo e sinto o peso da ordem que escraviza
Me uno ao sonhadores, me faço um anarquista
na batalha me lanço, como lutador propagandista
pois sei que a vitória só com o povo se conquista

Ao povo trabalhador deixo este refrão:
Se desejam a verdadeira revolução
rechacem ao líder fanfarrão.
A chave da emancipação
não a procurem em chefes ou governos
Basta a vocês olhar direito
não para cima mas para o próprio peito
e aí a encontrarão

Logo se vê a diferença que têm
entre os libertários e os rebeldes bolchevistas
que querem a revolução como um trem
que promete chegar a terra prometida
seguindo os trilhos da estatal burocracia
conduzido por seu líder, -o maquinista-
onde o povo não é protagonista,
mas simples refém
a olhar pela janela do vagão
com desdém
desilusão
se sentindo usado como bucha-de-canhão
ao ver sua bela revolução
se degenerar em uma nova tirania.


Não meus irmãos !
Não se percam na cruel ilusão
de um governo novo que fará transformação
Estado significa opressão, ditadura, hierarquia,
essa é sua trilha nunca irá por outra via
E aí reside o valor da anarquia
que a todo poder proclama antipatia
em nome da autogestão

O segredo para nosso sucesso
que leva ao mundo novo de harmonia e união
reside que o povo tome todo o processo
em suas próprias mãos

Que no campo ou na fábrica
não haja proprietário nem patrão
para que o povo que trabalha
seja senhor da produção
junto com mais camaradas
faça o transporte e distribuição
e outros que prestando serviços diversos
dêem sua contribuição
seja na área da saúde ou da beleza
limpeza urbana ou construção
Que tudo seja para todos e não de alguns um luxo
onde a produção não sirva ao comércio e lucro
mas sim para atender as necessidades da população.

Por isso o trabalho não será mais excessivo,
estressante, degradante e cansativo.
Será um meio de alegria e satisfação.
e em todo tempo livre que terão
o povo livre poderá se dedicar
às ciências, artes e diversão.

Assim, no lugar do estado e governo acabados
deve figurar o povo livre associado
organizando sua auto-administração.

No lugar da polícia e exército derrotados
deve figurar o povo armado
fazendo sua auto-proteção.


Um vez efetivada essa verdadeira revolução
logo virá sua alastração
pelos povos mundo afora
daí em diante a divisão do planeta
em países e territórios, não mais vigora
se abolirá toda fronteira
é o fim da divisão
a raça humana comporá uma só nação
que caminhará livre por sobre a terra

Nessa altura de evolução
já não haverá mais razão
para o estoque de armas de guerra
Com todos os opressores derrotados
e o povo todo libertado
elas servirão somente aos museus
como velhos artefatos
para serem observados

E se algum desentendimento surgir
Logo irá se descobrir
uma boa solução
com tranqüilidade, diálogo e conversação

No Mundo Livre as novas gerações
levantarão muitas questões
quando a curiosidade os levar
a estudar o passado.

Olhando o presente em que vivemos
e outras épocas de opressão
Se perguntarão a respeito daqueles coitados
que aceitaram viver por tanto tempo
de modo tão desgraçado
sem depressa terem se rebelado.

(Luiz Aurélio)



Traidores Bolcheviques

Quanta enganação...
Malditos bolcheviques!
Quando correm águas de revolução...
O que eles fazem nessa situação?
Barram seu caminho pondo diques!

Quando falamos revolução
Falamos de toda a sociedade
organizada em autogestão

Quando eles falam revolução
É um engodo na verdade
Para outra forma de opressão

Nós queremos transformação imediata
Com eles não temos nada em comum
Eles propagam um conto de fadas
Buscando enganar mais algum
É o conto da etapa de transição necessária
Que é uma transição de fachada
Que transita do nada para lugar nenhum

Quando a luta popular abre alas
Quando os trabalhadores ardem como brasas 
Quando o povo se revolta e cria asas
Os porcos logo querem por as patas
Para fazer a contra-revolução
E estabelecer nova dominação
A dominação dos burocratas

Só o povo a revolução garante
Autogestão é caminhar adiante
Seguir um Lênin é estar perdido
"A revolução não é tarefa do partido!"

A traição e a decepção aguarda
A todo que acredita na vanguarda
Ela fala em ganho mas só traz perda
O bolchevismo é o ópio da esquerda!

Transformação ?
É acabar com os exploradores
E com a possibilidade de novos senhores
Combater a corja dos notórios traidores
Pois a revolução dos trabalhadores
Só há de ser obra dos próprios trabalhadores!


Luiz Aurélio
Novembro 2011


Saudações Proletários

Saudações Proletários, 
chegou o grande dia; 
deixemos os antros da exploração, 
não ser mais escravos da burguesia, 
tomemos os meios de produção! 

De cada um segundo as suas capacidades, 
a cada um segundo as suas necessidades. 

A sociedade organizada em Autogestão, 
isso é que é Revolução! 

A Liberdade como maior anseio 
Coerência entre os fins e os meios 

O Povo livre associado, 
a destruição do estado, 
a extinção dos tiranos! 

Conhecerão vida os seres humanos, 
que só vegetaram ao longo dos anos... 

Oh, Proletário! 
Está tudo em suas mãos... 
Não te chamamos à revolta por caridade. 
É porque a sua auto-emancipação, 
é também condição de libertação, 
para toda a humanidade!

Aurélio


O construtor não deve temer ruínas

Caos! Terror! 
Dizem o patrão e o senhor
Quando a revolução de aproxima
Dizem que dali só sobrará ruinas...

A visão de mundo propagada pelo burguês
Não consegue ver além do capital e do lucro
Mas olho as construções e produtos...
O trabalhador fez isso tudo!
Poderá também fazê-los outra vez...

E pode fazer bem melhor!
Em uma sociedade liberta da ganância
Que se mova para a satisfação humana
De realizações e feitos, será muito maior

Vejo um povo moribundo, 
em um mundo de privações
Se eles se movimentarem, as coisas mudam...

Aos revolucionários ruínas não assustam
Porque sementes de um Novo Mundo 
Já carregam em seus corações


Luiz Aurélio
agosto-2011