O que é libertarianismo de esquerda?

O libertarianismo de esquerda, um primeiro passo.

O que é Anarquismo?

Anarquismo e seus primeiros passos no movimento

Bitcoin

Introdução a revolucionário cryptomoeda Bitcoin

Mutualismo: uma introdução

Introdução ao Anarquismo mutualista suas teorias, práticas e ideias.

Mercados Libertos e Anti-Capitalismo

Capitalismo não, Mercados!

Socialismo Libertario, Libertarianismo de esquerda e outros termos

Um esclarecimento sobre o termo libertário e seus constantes erros de tradução e interpretação

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Traidores Bolcheviques

Quanta enganação...
Malditos bolcheviques!
Quando correm águas de revolução...
O que eles fazem nessa situação?
Barram seu caminho pondo diques!

Quando falamos revolução
Falamos de toda a sociedade
organizada em autogestão

Quando eles falam revolução
É um engodo na verdade
Para outra forma de opressão

Nós queremos transformação imediata
Com eles não temos nada em comum
Eles propagam um conto de fadas
Buscando enganar mais algum
É o conto da etapa de transição necessária
Que é uma transição de fachada
Que transita do nada para lugar nenhum

Quando a luta popular abre alas
Quando os trabalhadores ardem como brasas 
Quando o povo se revolta e cria asas
Os porcos logo querem por as patas
Para fazer a contra-revolução
E estabelecer nova dominação
A dominação dos burocratas

Só o povo a revolução garante
Autogestão é caminhar adiante
Seguir um Lênin é estar perdido
"A revolução não é tarefa do partido!"

A traição e a decepção aguarda
A todo que acredita na vanguarda
Ela fala em ganho mas só traz perda
O bolchevismo é o ópio da esquerda!

Transformação ?
É acabar com os exploradores
E com a possibilidade de novos senhores
Combater a corja dos notórios traidores
Pois a revolução dos trabalhadores
Só há de ser obra dos próprios trabalhadores!


Luiz Aurélio
Novembro 2011


Saudações Proletários

Saudações Proletários, 
chegou o grande dia; 
deixemos os antros da exploração, 
não ser mais escravos da burguesia, 
tomemos os meios de produção! 

De cada um segundo as suas capacidades, 
a cada um segundo as suas necessidades. 

A sociedade organizada em Autogestão, 
isso é que é Revolução! 

A Liberdade como maior anseio 
Coerência entre os fins e os meios 

O Povo livre associado, 
a destruição do estado, 
a extinção dos tiranos! 

Conhecerão vida os seres humanos, 
que só vegetaram ao longo dos anos... 

Oh, Proletário! 
Está tudo em suas mãos... 
Não te chamamos à revolta por caridade. 
É porque a sua auto-emancipação, 
é também condição de libertação, 
para toda a humanidade!

Aurélio


O construtor não deve temer ruínas

Caos! Terror! 
Dizem o patrão e o senhor
Quando a revolução de aproxima
Dizem que dali só sobrará ruinas...

A visão de mundo propagada pelo burguês
Não consegue ver além do capital e do lucro
Mas olho as construções e produtos...
O trabalhador fez isso tudo!
Poderá também fazê-los outra vez...

E pode fazer bem melhor!
Em uma sociedade liberta da ganância
Que se mova para a satisfação humana
De realizações e feitos, será muito maior

Vejo um povo moribundo, 
em um mundo de privações
Se eles se movimentarem, as coisas mudam...

Aos revolucionários ruínas não assustam
Porque sementes de um Novo Mundo 
Já carregam em seus corações


Luiz Aurélio
agosto-2011


Escolhas

O político sempre indecente
 Do patrão devo ser servente
 A televisão alienação influente
 A polícia repressão potente
 Não há como ficar indiferente
 Do que por toda parte se faz presente
 Me sinto diante disso descontente
 Dessa moral e valores descrente
 Devo seguir como penitente,
 Acorrentar coração e mente
 Ao imundo esteio do existente
 Como posso a isso ser obediente?
 Aceitar vai parecendo conveniente
 Aos de consciência decadente
 Contestar parece imprudente
 Mas é uma atitude valente... Prefiro ser um combatente.



Declaração de Independência do Ciberespaço

Davos, Suíça 8 de fevereiro de 1996

Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são benvindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.
Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.
Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.
Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.
Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construi-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.
Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.
Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.
Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.
O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.
Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.
Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.
Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.
Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.
Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.
A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.
Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.
Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.
Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.
Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.
Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo. Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.
Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.
Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.
Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.

"Auribus teneo lupum", O Capital(ismo) corporativista

O Capitalismo corporativista é insustentável (1-1)


Eu não sou marxista muito menos concordo com a criação de um governo do proletário, todo o governo é uma forma de opressão se buscamos realmente a liberdade devemos rever nossos conceitos e modelo de organização econômica se fizemos a revolução porque criar um estado que sempre nos oprimiu se podemos aboli-lo? 

O velho Karl certamente tinha dom para transformar uma frase. Ninguém que poderia vir com algo tão "proudhoniano" quanto “os produtores associados” poderia ser de todo ruim. Uma das melhores dele, em minha opinião, foi a de que novas forças produtivas, finalmente, “tornam-se incompatíveis com seu tegumento capitalista”, ponto no qual “o tegumento está arrebentado”

" Estamos formando a estrutura da nova sociedade dentro da concha da antiga.”

Essa frase descreve brilhantemente a categoria do capitalismo corporativo fomentado pelo estado. O capitalismo, como sistema histórico, tem quinhentos anos de idade ou mais e o estado esteve intimamente envolvido em sua formação e em sua contínua preservação desde bem no início. O estado, porém, tem estado muito mais envolvido, se tal coisa é possível, no modelo de capitalismo corporativo que tem prevalecido nos últimos 150 anos. Os titãs corporativos que dominam nossa vida econômica e política dificilmente conseguiriam sobreviver por um ano sem a contínua intervenção do estado no mercado para sustentá-los por meio de subsídios e proteções monopolistas.

Esse sistema está atingindo seus limites de sustentabilidade, isso se alguma vez ele realmente foi sustentável. Os monopólios do qual depende são cada vez mais obrigatórios. Especialmente a “propriedade intelectual”, A indústria baseada em direito autoral já perdeu a briga para acabar com o compartilhamento de arquivos, As patentes industriais só são sustentáveis quando a indústria de oligopólio, cadeias de varejo de oligopólio reduzem o custo de transação desse cumprimento — insustentável contra fábricas de garagem de bairro que usam arquivos CAD/CAM pirateados.

Ferramentas de produção baratas e eficientes em termos de solo e horticultura estão: 

 Insumos de produção subsidiados pelo estado levam ao aumento em proporção geométrica da demanda por esses insumos, sobrepujando a capacidade do estado em fornecê-los e conduzi-los em crise fiscal crônica. Por séculos, o estado tem proporcionado ao agronegócio capitalista de larga escala com acesso privilegiado a terra roubada das classes trabalhadoras. Por 150 anos, ele tem subsidiado insumos tais como ferrovias, aeroportos e rodovias para transportes de longa distância e irrigação de água para fazendas de confinamento. Porém, como qualquer aluno de microeconomia poderia dizer-lhe, subsidiar algo significa que cada vez mais disso é consumido. Então você inicia o agronegócio que é ineficiente em seu uso da terra, da água e indústria que atinge falsas economias de escala ao produzir para áreas de mercado artificialmente extensas. A cada ano é preciso maior subsídio do governo para manter esse modelo de negócio lucrativo.

 As tendências agravantes em relação a super-acumulação e a estagnação aumentam a quantidade de gastos deficitários crônicos necessários para a gerência da demanda agregada keynesiana, piorando também a crise fiscal. O estado tem construído um sólido complexo industrial-militar e criado outras indústrias completas sob o gasto estatal para absorver o excesso de capital de investimento e superar a tendência do sistema através de produção e capital excedentes, e tem sustentado déficits cada vez maiores só para impedir o colapso que de outra forma já teria ocorrido.

Em suma, o capitalismo depende de quantidades crescentes de intervenção do estado no mercado para a sua sobrevivência, e o sistema está atingindo o ponto no qual a teta seca.

O resultado é um sistema no qual governos e empresas estão cada vez mais esvaziados. E enquanto isso, está crescendo dentro desse “tegumento” capitalista corporativo coisas como software e cultura open source, projeto industrial open source, permacultura e microfábricas de garagem de baixo custo geral que engolem a viva economia estatal-corporativa. Uma parcela cada vez maior de trabalho e produção está desaparecendo dentro de economias elásticas relocalizadas, do emprego autônomo, de cooperativas de trabalhadores e da economia informal e doméstica. No final, eles vão criar esqueletos do dinossauro corporativo como um cardume de piranha.

Sob o domínio do capitalismo, a humanidade vem estabelecendo uma relação cada vez mais predatória com a natureza, e o planeta já emite sinais visíveis de que nos aproximamos rapidamente de um cenário de desastre ambiental. Para reverter essa tendência autodestrutiva, a humanidade precisa adotar o quanto antes como sistema produtivo e econômico.

Fontes

(Img/1-1) Preamble to the IWW Constitution

Descrição, Auribus teneo lupum

Eis um provérbio que era bastante popular na Roma Antiga. A expressão “auribus teneo lupum” era usada quando a situação era insustentável, e particularmente quando fazer nada ou fazer alguma coisa para resolver um problema era igualmente arriscado. Bizarro, né? Ao pé da letra, “auribus teneo lupum” significa “segurando um lobo pelas orelhas”.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mercado Geral Mutualista

O Mercado Geral (Grand Exchange em Inglês), também conhecido como Banco Geral foi uma teoria Anarquista mutualista do século passado o MG é um lugar onde você poderia vender, comprar, negociar, e trocar (escambo)  itens ou serviços de todos os tipos, ele serve como uma opção a comuna anarquista paralela a demais maneiras de trocar e negociação podendo ser aplicada tanto a economia mutualista quanto a comuna coletivista.

Como uma bolsa de valores imensamente complexa, onde o cidadão ou a cooperativa pode vender e comprar objetos de todos os tipos de pessoas que tenham publicado a sua oferta no mercado.

Cada cidadão teriam espaços determinados para suas ofertas os chamados “Espaços-Caixa” ou Spaces-Boxes.

A teoria do mercado geral se assemelha a muitos sites de vendas hoje em dia, ela foi elaborada no século 18 e reinventada por mutualistas em pleno século 19 como uma forma de espaço de trocas e negociações paralelas aos bancos e demais métodos “legais” de negociação.